2 janeiro, 2025


Você já sentiu sintomas menstruais durante férias ou viagens? 

O período menstrual é um desafio na sua rotina?


A menstruação faz parte do ciclo reprodutivo que prepara o corpo para uma possível gravidez.

Quando a fecundação não ocorre, a camada que reveste o útero (endométrio) é eliminada junto com o sangue da menstruação.


Parar de menstruar pode ser uma opção ou até mesmo uma necessidade para algumas mulheres. 

Nos casos de miomas, endometriose e anemias, o sangramento menstrual pode colocar a saúde das mulheres em risco além de interferir na qualidade de vida.


O uso de medicações  hormonais oferece uma alternativa confiável para ajustar e melhorar as características menstruais, melhorando significativamente a qualidade de vida.


Existem diversas alternativas, a escolha depende da preferência e necessidade de cada paciente:

- pílulas hormonais 

- DIUs hormonais 

- anticoncepcionais injetáveis

- implantes hormonais 


É importante lembrar que essas abordagens são destinadas a impactar ciclos futuros e, apesar de poderem reduzir o sangramento no ciclo atual, podem não interromper imediatamente uma menstruação que já começou.


- Interromper por curto período: 


O mais utilizada é o bloqueio hormonal pontual (para mulheres que não fazem tratamento hormonal regular). 


O inicio da medicação deve acontecer no mínimo três dias antes da menstruação que se quer interromper. 


Importante lembrar:  não pode ser usada por mais de 14 dias seguidos.

Após interromper o uso, o ciclo menstrual será restabelecido. 


- Interromper por médio período: 


Uma boa opção seria o uso de anticoncepcionais tradicionais, com a opção de “emendar as cartelas” (pulando o período de pausa do anticoncepcional) 


- Interromper por longo período:


A melhor alternativa seria os anticoncepcionais de uso contínuo e inserção do DIU (dispositivo intrauterino) hormonal - Mirena ou Kyleena.


A avaliação da medicação mais adequada para você é importante tanto para a segurança do tratamento quanto para sua eficácia. 


Receitas caseiras funcionam? 


Não!

A menstruação é um processo decorrente da ovulação e da descamação do endométrio, tecido interno do útero. Nenhuma receita caseira pode CAUSAR ou INTERROMPER esse processo. 

Apenas medicações com hormônios podem ter esse efeito.

 

2 janeiro, 2025


O leite materno possuí a composição ideal para todas as necessidades nutricionais individualizada do recém nascido e variam nas proporções de minerais, vitaminas, gordura e água. 


Age na proteção contra infecções por meio da passagem dos anticorpos e

também fornece proteção contra desenvolvimento de alergias, alterações metabólicas e pressóricas, proporcionando um crescimento forte e saudável.


A amamentação colabora para o desenvolvimento adequado da face do bebê, auxiliando no fortalecimento dos dentes e no desenvolvimento da fala e respiração.


Composição muda de acordo com a etapa de desenvolvimento do bebê: 


- COLOSTRO 

Amarelado e espesso, que inicia logo após o nascimento e  dura em média 2-3 dias 


Possui grande quantidade de proteínas e anticorpos maternos.


- LEITE DE TRANSIÇÃO 

Presente entre 7-21 dias do nascimento, rico em gorduras e carboidratos para o ganho de peso 


- LEITE MADURO 

Acima de 21 dias.

Mais estável e equilibra melhor os nutrientes.


Inicialmente ele é mais aquoso para a hidratação do bebê, por isso é importante que o bebê esvazie a primeira mama para ir para a segunda, aproveitando assim todas  as fases de composições do leite.


RETIRADA DO LEITE 


Pode ser feita de forma manual ou com auxílio de bomba.

Importante higiene das mãos com água e sabão e prender os cabelos para evitar contaminações.


ARMAZENAMENTO 


Deve ser armazenado em pote de vidro com tampa ou em recipientes próprios.

É importante lavá-los com água fervente e esterilizar antes da retirada do leite.


Após a retirada, etiquete o pote com data e hora da coleta para depois colocá-lo na geladeira ou freezer.


Para aquecer, basta colocar em m em banho maria com o fogo já desligado - não utilizar microondas.


É importante sempre checar com o pediatra as orientações e necessidades de cada bebê. 


COMO AMAMENTAR O BEBÊ 


Escolher um local confortável é muito importante para o aleitamento materno. 

Nas primeiras mamadas, o bebê ainda está aprendendo a sugar, então é comum mamadas longas, com pausas para descanso e cochilos. 


Avalie a posição mais confortável e confirme que a pega está adequada - onde o bebê abocanha toda a auréola ou a maior parte dela.


A hidratação dos mamilos e cuidados  com as fissuras são importantes para evitar maiores desconfortos e aparecimento de mastites. 

O próprio leite materno ajuda na hidratação e o uso de pomadas a base de lanolina ajuda com as fissuras, além de previnir o aparecimento de novas lesões.


O ministério da saúde recomenda que o aleitamento seja feito até dois anos de idade ou mais. 

Sendo que nos primeiros 6 meses o bebê deve mamar de forma exclusiva, após essa idade inicia - se a introdução alimentar.

 

Vacina Contra Bronquiolite

2 janeiro, 2025


A nova vacina contra bronquiolite Abrysvo (Pfizer), aprovada pela ANVISA, já está disponível para aplicação. 

Ela  é recomendada para proteção materna e fetal contra a Bronquiolite, doença causada pelo vírus Sincicial Respiratório (VSR), comum em crianças menores de 2 anos.


Apresenta índices de prevenção contra doenças graves de 82% em bebês de até 3 meses e 69% até 6 meses de vida do bebê. 

Atualmente está disponível apenas em clínicas particulares, mas a aplicação da vacina pelo SUS está em fase de análise pelo Ministério da Saúde. 


Benefícios:


1. Proteção ao bebê: A vacinação da mãe durante a gravidez transfere anticorpos para o feto, protegendo-o nos primeiros meses de vida.

2. Redução do risco de hospitalização: Estudos mostram que bebês de mães vacinadas têm menor risco de hospitalização por bronquiolite.

3. Prevenção de complicações: A vacina ajuda a prevenir complicações graves, como pneumonia e insuficiência respiratória.


Recomendações:


Vacinação entre 24 - 36 semanas de gestação.

É administrada em uma única dose.

A vacina é segura e bem tolerada por gestantes.


Fontes: 

- Ministério da Saúde (Brasil)

- Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)

- Organização Mundial da Saúde (OMS)

- Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC)